Operações cross-border em Portugal — desde a procura de parceiro até ao fecho operacional sustentado.
A HVR Business Consulting opera no segmento mid-market cross-border (€5–50M de enterprise value ou capex) que está pouco servido em Portugal — entre Big 4 (que despreza deals abaixo de €50M e cobra fees de €500.000+) e o consultor generalista (sem capability fiscal/operacional integrada). Conduzimos cada operação por 3 fases bem definidas — Partner Search, Structuring & Closing, Ongoing Operations — sob a regulação da Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC) e com cobertura cross-border via redes institucionais HTLC, Centuro Global, WONE Global e Pagamento Pontual.
Consultoria sénior boutique para investidores internacionais e empresas portuguesas em joint ventures, M&A mid-market, alianças industriais e estruturação fiscal cross-border.
📅 Discutir a sua operação — reunião exploratória de 60 min, sem custo → · Ver casos de estudo
Trabalhamos com três tipos de cliente
1. Investidores internacionais a entrar em Portugal
Grupos industriais, family offices ou investidores estratégicos que procuram um parceiro português, um activo para adquirir, ou estruturar uma operação greenfield/brownfield. Fazemos a ponte com o ecossistema português — partner search, AICEP, incentivos públicos, estruturação fiscal e contratual. Particularmente activos no segmento €5M–€50M de capex de projecto ou enterprise value, onde o investidor estrangeiro tem capital mas não tem network local.
2. Empresas portuguesas a expandir ou vender
Family offices industriais, PMEs em fase de scale-up, ou accionistas em fase de sucessão. Apoiamos a estruturação de operações outbound (M&A, alianças cross-border, expansão internacional) e processos de venda parcial ou total a investidores estratégicos ou financeiros. Coordenamos o lado vendedor com o cuidado deontológico que a profissão de Contabilista Certificado impõe.
3. Family offices em diversificação
Holdings familiares portuguesas com balance sheet substancial que procuram diversificação para sectores adjacentes ao seu core, frequentemente envolvendo tecnologia ou capital estrangeiro. Ajudamos a desenhar a tese, identificar oportunidades, e estruturar a operação. O ticket típico para diversificação familiar em Portugal está entre €3M e €15M de equity por operação.
Os três momentos da operação
Conduzimos cada operação por fases bem definidas. O cliente decide em que fases nos contrata.
Phase 1 — Partner Search & Term Sheet (6–9 meses)
- Identificação e qualificação de candidatos (longlist de 15–25, shortlist de 5–8)
- Outreach confidencial e gestão de NDAs
- Reuniões de qualificação com counterparties
- Negociação de term sheet preliminar
- Coordenação institucional inicial (AICEP, IAPMEI, ANI quando aplicável)
Phase 2 — Structuring & Closing (6–12 meses adicionais)
- Estruturação fiscal e corporativa da NewCo (Lda, SA, SGPS, sucursal — análise caso a caso)
- Coordenação com counsel jurídico externo
- Due diligence (apoio à equipa do cliente)
- Engagement com AICEP para Contratos Fiscais — crédito IRC entre 10% e 25% do investimento elegível mediante critérios de criação de emprego e VAB
- Submissão de candidaturas Compete 2030, PRR, Fundo Ambiental
- Constituição da NewCo, registos, abertura bancária empresarial (Millennium BCP / ActivoBank / Bison Bank)
Phase 3 — Ongoing Operations (base contratual de longo prazo)
- Contabilidade e fiscalidade da NewCo (responsabilidade técnica de Contabilista Certificado)
- Compliance, reporting consolidado, transfer pricing
- Payroll e gestão de RH
- CFO-as-a-service em base mensal ou fraccional (a partir de €500/mês conforme âmbito)
- Coordenação com administradores estrangeiros (timezones, idiomas, cadências de reporting)
"Não exigimos compromisso de fase em fase. O cliente pode parar em qualquer momento, ou contratar fases isoladas. Mas o ROI é sempre superior quando trabalhamos do search até às operações — porque construímos contexto que se acumula."
O nosso processo, em 5 etapas
Estruturámos cada operação para minimizar tempo perdido e maximizar a probabilidade de fecho. O cliente sabe sempre onde estamos.
Step 1 — Avaliação inicial (sem compromisso)
Reunião exploratória de 60 minutos. Entendemos a tese, o contexto, as restrições. Concluímos com uma honest assessment: sim, o deal é fazível e fazemos sentido como advisor; ou não. Sem custo, sem compromisso.
Step 2 — Engagement Letter
Contratualizamos o âmbito, prazo, fees e mecânica. O modelo standard combina engagement fee inicial entre €10.000 e €25.000 (filtro de seriedade), success fee tiered (alinhamento de incentivos) e Right of First Offer para fases subsequentes.
Step 3 — Execução
Trabalho conduzido por sócio sénior. Reportamos com cadência semanal. Em qualquer momento o cliente sabe quem foi contactado, qual a resposta, e que próximas decisões precisa tomar. Não há junior teams a operar a operação — o sócio decisor está sempre disponível.
Step 4 — Closing & handover
Coordenamos a fase final (signing, conditions precedent, closing) com counsel externo. Passamos toda a documentação e contexto à equipa que vai operar a NewCo (interna ou nossa).
Step 5 — Operações sustentadas (opcional)
Se contratado, assumimos a responsabilidade pelas funções financeiras, fiscais e de compliance da NewCo, garantindo continuidade e captura do valor estrutural construído nas fases anteriores. Esta é a Phase 3 — onde a maior parte do valor do deal se realiza nos primeiros 24 meses pós-closing.
Porquê escolher a HVR para operações cross-border
Pilar 1 — Sector expertise real
Não somos consultores generalistas. Trabalhamos diariamente com 200+ clientes em Portugal nos sectores imobiliário, IT, e-commerce e industrial. Entendemos o tecido empresarial português a um nível que permite identificar e qualificar parceiros que outros consultores não conhecem. Os deals fecham porque conhecemos os protagonistas — não porque temos um deck genérico.
Pilar 2 — Full-stack capability (search → operações)
Cobrimos do search até às operações em curso. A maioria dos consultores cross-border faz só search ou só estruturação. Nós fazemos os dois e ainda assumimos a operação fiscal e contabilística da NewCo. Isso muda a economia do projecto e a confiança do investidor — não há fases em que o cliente esteja "entre advisors" a perder contexto.
Pilar 3 — Rede institucional
HTLC Network, Centuro Global, WONE Global, Pagamento Pontual. Temos canais para cobertura jurisdicional cross-border quando precisamos — ao lado de relações directas com AICEP, IAPMEI, ANI, Fundo Ambiental e CCDRs regionais. Para investidor estrangeiro, estes acessos institucionais valem entre 3 e 6 meses de tempo perdido.
Pilar 4 — Profissão regulada
Hugo Velez Ribeiro é Contabilista Certificado (OCC nº 64356), com 25+ anos de experiência e 15 anos em auditoria estatutária SROC. A firma opera sob deveres deontológicos formais, com seguro de responsabilidade civil profissional. Não é "advisory" amador — é uma profissão regulada com supervisão da Ordem dos Contabilistas Certificados.
AICEP Contratos Fiscais — como qualificar para crédito IRC
A AICEP captou €420 milhões de investimento estrangeiro em 2024 (vs €41M em 2023 — crescimento de 10×). Os Contratos Fiscais com o Estado Português, instrumentados pela AICEP, oferecem a investidores estrangeiros e nacionais um crédito de IRC entre 10% e 25% do investimento elegível — sob critérios de capex mínimo, criação de emprego qualificado e VAB acrescentado.
Critérios típicos de elegibilidade
- Capex mínimo: €3M (geral) ou €25M para projectos de Interesse Nacional Estratégico (IDE)
- Criação de emprego qualificado: tipicamente 20+ postos directos com salário acima da média sectorial
- Valor acrescentado bruto (VAB): contributo líquido para o tecido económico português
- Inserção em fileira tecnológica ou exportadora: sectores prioritários da AICEP (semicondutores, energia, biotecnologia, economia circular, IT/SaaS)
- Localização: regiões de coesão (Norte, Centro, Alentejo) podem qualificar para majorações
Como a HVR conduz o processo AICEP
Coordenamos a Manifestação de Interesse, a candidatura ao Contrato Fiscal e a articulação com IAPMEI, ANI e CCDRs regionais quando aplicável. Para investidor estrangeiro mid-market, este processo demora tipicamente 6 a 9 meses do contacto inicial à assinatura do Contrato Fiscal — e a presença de um advisor sénior reduz o time-to-decision em 30-40%.
Investidores asiáticos / coreanos em Portugal
Portugal posicionou-se como destino estratégico para investimento sul-coreano em 2024-2026, com SK Group (semicondutores), CS Wind (turbinas eólicas em Aveiro) e novos mandatos em economia circular industrial. A HVR tem experiência prática real em joint ventures Coreia↔Portugal — incluindo o Caso 1 abaixo (capex €10–15M em reciclagem PET, fibra técnica e geotêxtil).
Especificidades operacionais de counterparties asiáticas:
- Pace de decisão: 1,5x a 2x mais lento que counterparties europeias devido a hierarquia interna (chief decision maker frequentemente em Seul/Busan)
- Protocolo cultural: reuniões presenciais em momentos-chave; documentação trilíngue (PT/EN/KR) por vezes necessária
- Estruturas preferidas: JV 51/49 com partner português local + opção de aumento de participação ao longo de 3-5 anos
- Regime IFICI: particularmente relevante para gestores expatriados coreanos relocalizados — taxa flat de 20% no IRS
Trabalhamos em inglês e coordenamos directamente com Embaixada da República da Coreia em Lisboa e KOTRA Portugal quando o mandato beneficia.
Algumas operações recentes (anonimizadas)
Por razões de confidencialidade, partilhamos apenas o perfil da operação. Em fase de discussão com o cliente, podemos disponibilizar referências.
Caso 1 — JV industrial cross-border (Coreia ↔ Portugal, em curso)
Mandatados por grupo industrial coreano com mais de 40 anos no sector das fibras de poliéster, para identificação e estruturação de joint venture com parceiro português no segmento da reciclagem PET, fibra técnica e geotêxtil. Capex projecto: €10–15M. Sector: economia circular industrial. Estado: Phase 1 em curso.
Caso 2 — Reestruturação de holding imobiliária (Portugal, family office)
Apoio a family office português na reestruturação de portfolio imobiliário de €20M, com componente de transmissão geracional e optimização fiscal via SGPS. Trabalho coordenado com counsel externo e revisor oficial de contas (ROC).
Caso 3 — Aquisição estratégica em SaaS B2B (PT ↔ EN, concluído)
Apoio à due diligence fiscal e estruturação da aquisição de SaaS português por grupo internacional. Coordenação institucional, transfer pricing inicial, estruturação de earn-out condicionado a métricas de retenção.
Perguntas frequentes
Qual a dimensão típica das operações?
Mid-market: €5M a €50M de enterprise value ou capex de projecto. Ocasionalmente fora destas bandas quando o fit estratégico é claro.
Quanto custa o serviço?
Engagement fee inicial €10.000–€25.000 + success fee tiered sobre o valor da operação. Phase 3 com retainer mensal contratual. Right of First Offer para fases subsequentes.
Trabalham com investidores asiáticos / coreanos?
Sim. Experiência prática com counterparties asiáticas, incluindo protocolos culturais e regulatórios. Trabalhamos em inglês.
Como tratam confidencialidade?
NDA mútuo. Profissão de Contabilista Certificado tem deveres deontológicos formais de sigilo, supervisionados pela OCC.
Têm conflitos de interesse?
Due diligence interna antes de cada engagement. Se conflito não puder ser gerido com walls internos, declinamos o mandato.
Quanto tempo demora uma operação?
Phase 1: 6-9 meses. Phase 2: 6-12 meses adicionais. Para asiáticos, pace 1,5-2x mais lento.
Que diferença para uma firma Big 4?
Big 4 acima de €50M com fees €500.000+. No mid-market (€5-50M), boutique sénior tem melhor relação custo-benefício. Sócio decisor disponível, não junior teams.
Vamos conversar sobre a sua operação?
Reunião exploratória de 60 minutos. Sem compromisso, sem custo. Ouvimos a sua tese, partilhamos a nossa avaliação honesta sobre fit e fazibilidade.
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