Guia Completo sobre Ajudas de Custo em Portugal (2026)

Por Hugo Ribeiro, Contabilista Certificado · Membro da Ordem dos Contabilistas Certificados · HVR Business Consulting

Introdução ao Regime das Ajudas de Custo em Portugal No atual panorama empresarial português, a gestão das deslocações e gastos de representação constitui um dos pilares fundamentais da eficiência administrativa e fiscal. As ajudas de custo não são meros complementos remuneratórios, mas sim mecanismos de compensação por despesas que o trabalhador suporta ao serviço da entidade patronal. À data de 27 de março de 2026, com o encerramento de contas do exercício anterior no horizonte e o planeamento fiscal do ano corrente em curso, é imperativo que os gestores e contabilistas dominem as nuances do…

Pontos-chave

  • Os mapas de itinerário são obrigatórios para a dedutibilidade fiscal.
  • O limite de isenção para quilómetros em viatura própria é de 0,40 €/km.
  • Ajudas de custo não faturadas a clientes pagam 5% de tributação autónoma.
  • Em caso de prejuízo fiscal, as taxas de tributação autónoma sobem 10%.

FAQ

O que acontece se não tiver mapas de itinerário?

A AT pode desconsiderar o gasto em IRC e tributar o colaborador em IRS e Segurança Social como se fosse salário.

Como funciona a tributação autónoma nas ajudas de custo?

Aplica-se uma taxa de 5% sobre o valor total das ajudas de custo e quilómetros não faturados a clientes (15% se houver prejuízo).

Qual o limite de isenção para deslocações em viatura própria?

O valor isento de IRS e Segurança Social é de 0,40 € por quilómetro percorrido ao serviço da empresa.

As ajudas de custo pagam Segurança Social?

Apenas se excederem os limites legais fixados para a função pública. O valor dentro do limite está isento.