Barómetro HVR do Custo do Trabalho 2026: cada euro líquido custa até 1,74€ à empresa
Por Hugo Ribeiro, Contabilista Certificado · Membro da Ordem dos Contabilistas Certificados · HVR Business Consulting
Em 2026, cada euro líquido que um trabalhador recebe custa entre 1,57€ e 1,74€ à empresa. Um trabalhador ao salário mínimo (920€ brutos) custa cerca de 1.283€/mês; a 2.000€ brutos, o custo real é de 2.595€/mês. O Barómetro HVR do Custo do Trabalho calcula o multiplicador líquido→custo para os níveis salariais de referência em Portugal, com base exclusivamente em parâmetros oficiais.
O multiplicador do custo do trabalho em 2026
Salário bruto
Líquido do trabalhador*
Custo mensal da empresa**
Multiplicador custo/líquido
920€ (salário mínimo)
~819€
~1.283€
1,57×
1.500€
~1.173€
~1.961€
1,67×
2.000€
~1.490€
~2.595€
1,74×
3.500€
~2.778€
~4.500€
1,62×
O multiplicador não é linear: cresce do salário mínimo (isento de IRS) até à zona dos 2.000€ — onde a retenção de IRS acelera — e volta a descer em salários altos com agregados familiares (o exemplo de 3.500€ considera casado, dois titulares, dois filhos).
De onde vem a diferença
TSU patronal — 23,75% sobre toda a remuneração, incluindo subsídios de férias e Natal.
Seguro de acidentes de trabalho — ~1% (obrigatório; varia com a atividade).
Subsídios de férias e Natal — dois meses adicionais por ano com TSU.
Subsídio de refeição — até 6,15€/dia em dinheiro ou 10,46€/dia em cartão, isento.
Do lado do trabalhador: 11% de Segurança Social + retenção de IRS (tabelas 2026).
O FCT/FGCT (Fundo de Compensação do Trabalho) foi extinto e já não acresce ao custo do empregador.
Metodologia
O Barómetro aplica os parâmetros oficiais de 2026 — TSU patronal de 23,75%, Segurança Social do trabalhador de 11%, tabelas de retenção na fonte de IRS do continente, seguro de acidentes de trabalho estimado em 1% e salário mínimo nacional de 920€ — a quatro níveis salariais de referência (perfil base: trabalhador solteiro sem dependentes, exceto no nível de 3.500€, calculado para casado com dois titulares e dois filhos). Os valores mensais incluem o subsídio de refeição em dinheiro no limite isento. Os cálculos podem ser reproduzidos no Simulador de Custo de Contratação e no Simulador de Salário Líquido da HVR.
Como citar: HVR Business Consulting, «Barómetro do Custo do Trabalho 2026», Lisboa, junho de 2026 — hvrbusinessconsulting.com.
Perguntas frequentes
Quanto custa um trabalhador ao salário mínimo à empresa em 2026?
Aproximadamente 1.283€/mês: 920€ de salário base, 218,50€ de TSU patronal (23,75%), 9,20€ de seguro de acidentes de trabalho e cerca de 135€ de subsídio de refeição isento.
Porque é que o multiplicador sobe até 1,74× nos 2.000€?
Porque a retenção de IRS do trabalhador acelera nessa zona salarial enquanto os encargos patronais se mantêm proporcionais — a empresa paga mais 74% do que o trabalhador recebe líquido.
O que mudou no custo do trabalho em 2026?
O salário mínimo subiu para 920€ (isento de IRS pelo mínimo de existência), os limites do subsídio de refeição mantêm-se em 6,15€/dinheiro e 10,46€/cartão, e o FCT/FGCT foi extinto — o encargo extra-salário estabilizou nos ~24-25% sobre o bruto.
Pontos-chave
Cada euro líquido custa entre 1,57 e 1,74 euros à empresa em 2026.
Salário mínimo (920 EUR brutos) custa ~1.283 EUR/mês à empresa.
A 2.000 EUR brutos o custo real é ~2.595 EUR/mês — o pico do multiplicador (1,74x).
Encargos patronais: TSU 23,75% + seguro de acidentes ~1%; o FCT/FGCT foi extinto.
Metodologia 100% reproduzível nos simuladores gratuitos da HVR.
FAQ
Quanto custa um trabalhador ao salário mínimo à empresa em 2026?
Aproximadamente 1.283€/mês: 920€ de salário base, 218,50€ de TSU patronal (23,75%), 9,20€ de seguro de acidentes de trabalho e cerca de 135€ de subsídio de refeição isento — um multiplicador de 1,57x sobre os ~819€ líquidos do trabalhador.
Porque é que o multiplicador sobe até 1,74x nos 2.000€?
Porque a retenção de IRS do trabalhador acelera nessa zona salarial enquanto os encargos patronais se mantêm proporcionais — a empresa paga mais 74% do que o trabalhador recebe líquido.
O que mudou no custo do trabalho em 2026?
O salário mínimo subiu para 920€ (isento de IRS pelo mínimo de existência), os limites do subsídio de refeição mantêm-se em 6,15€/dinheiro e 10,46€/cartão, e o FCT/FGCT foi extinto — o encargo extra-salário estabilizou nos ~24-25% sobre o bruto.